terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Novidade da Bertrand Editora para Janeiro

O Coração é o Último a Morrer, de Margaret Atwood
Sinopse: Charmaine e Stan estão desesperados: sobrevivem de pequenos trabalhos menores e vivem no carro. Portanto, quando veem um anúncio a consiliência, uma «experiência social» que oferece empregos estáveis e casa própria, inscrevem-se imediatamente. A única coisa que têm de fazer em troca é ceder a sua liberdade mês sim, mês não, trocando a sua casa por uma cela da prisão.
A princípio tudo corre bem. Não tarda, porém, a que Stan e Charmaine, sem o saberem um do outro, comecem a desenvolver obsessões apaixonadas pelos seus «alternantes», o casal que ocupa a sua casa quando estão na prisão. E, à medida que as pressões do projeto, a desconfiança mútua, a culpa e o desejo vão ganhando terreno, a experiência começa a perder a sua aura de «prece atendida» e a parecer-se mais com uma terrível profecia.


Novidade da Saída de Emergência para Fevereiro

Marcado na Pele, de Anne Bishop
Sinopse: Durante séculos, os Outros e os humanos viveram lado a lado numa paz precária. Mas quando a Humanidade ultrapassa os seus limites, os Outros terão de decidir o que estão dispostos a tolerar.
Desde que os Outros se aliaram às Cassandra Sangue, os frágeis mas poderosos profetas humanos que estavam a ser explorados pela sua própria espécie, tudo se transformou na relação entre humanos e os Outros. Alguns como Simon Wolfgard, metamorfo e líder, e a profetisa Meg Corbyn, encaram a nova parceria como vantajosa. Mas nem todos estão convencidos. Um grupo de humanos radicais procura usurpar terras através de uma série de ataques violentos contra os Outros. Mal sabem eles que existem forças mais perigosas e antigas que vampiros e metamorfos e que estão dispostas a fazer o que for necessário para proteger o que lhes pertence…

Disponível a partir de dia 3.


Novidade da Saída de Emergência para Janeiro

Autoridade, de Jeff Vandermeer
Sinopse: Após 30 anos, os únicos traços humanos detetados na Área X – uma estranha zona contaminada cercada de uma fronteira invisível e sem traços de civilização – são os que foram deixados por expedições sucessivas sob autoridade de uma agência tão secreta que quase foi esquecida.
Face à tumultuosa 12.ª expedição narrada em Aniquilação, a agência tem um novo diretor nomeado, John Rodrigues, também conhecido por Control. A braços com uma equipa desesperada e frustrada por uma série de incidentes e vídeos perturbantes, Control começa a desvendar lentamente os segredos da Área X e dos mistérios narrados no primeiro volume, mas a cada descoberta que faz, é forçado a confrontar verdades sobre ele próprio e a agência que jurou servir.

Disponível a partir de dia 27.




Novidades da Marcador para Fevereiro

Iluminações de uma Mulher Livre, de Samuel F. Pimenta
Sinopse: Na aldeia onde é rejeitada e perseguida pela população, Isabel acorda com a única ideia capaz de a libertar do casamento opressor em que vive: matar o marido. Se, de início, a ideia lhe parece improvável, vai ganhando força à medida que recorda as histórias das mulheres do passado, de que a avó lhe falava quando, com outras mulheres, se reuniam em grupos femininos secretos para falarem de oráculos, curas e magia. Isabel é moderna, sensível, curiosa e sempre quis a sua independência.
Cresceu na capital, mas mudou-se para a aldeia por causa do casamento. E foi essa união que a aprisionou numa existência de medo e abuso. Só ela pode libertar-se desse homem castigador, e ao longo de vários dias Isabel confronta-se com todos os receios e dúvidas, imaginando planos e lembrando-se dos ensinamentos da avó, procurando argumentos que fortaleçam a sua decisão, enquanto cumpre com todos os rituais quotidianos da casa com beleza e empenho poético.


Amor em Minúsculas, de Francesc Miralles
Sinopse: Ao acordar no dia 1 de janeiro, Samuel, um professor de Linguística solitário, está convencido de que o ano que se inicia só lhe trará verbos no passivo e poucos momentos em itálico, até que um visitante inesperado se esgueira para dentro do seu apartamento e se recusa a sair. Mishima, um gato vadio, torna-se o catalisador que faz Samuel abandonar a comodidade dos seus livros favoritos, dos seus filmes estrangeiros e da sua música clássica, para ir a lugares onde nunca esteve - como a casa do vizinho - e conhecer pessoas que jamais pensaria conhecer - um velho com o qual nunca trocaria uma palavra.
Mas há mais: o gato fará com que ele reencontre Gabriela, uma misteriosa mulher do seu passado, que ele já não tinha esperança de voltar a ver. Uma história inteligente, divertida e doce que nos comove e revela que os pequenos detalhes são o grande segredo da felicidade. Amor em Minúsculas é uma pequena preciosidade e está a causar furor internacional. Um livro adorável que conjuga referências literárias e filosóficas com a magia única das pequenas coisas.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Comprar o livro pela capa #93: "À Boleia pela Galáxia"

Um livro que tanto gostei de ler regresso ao mercado editorial com uma nova imagem. Falo de À Boleia pela Galáxia, de Douglas Adams. As duas edição são da Saída de Emergência.

Esta edição é de 2005, altura em que a adaptação cinematográfica chegou às salas de cinema. Como tal, a capa apresenta o poster do filme, que dá a ideia de uma viagem espacial e apresenta duas das personagens da trama.



A Saída de Emergência volta a apostar nesta publicação em 2017. A capa mudou, sendo que o fundo azul faz com que os elementos que surgem a amarelo e branco tenham um maior destaque. Além disso, é divertido ver que as imagens escolhidas estão relacionadas com a obra, com destaque para Marvin. Além disso, o design não é a única alteração feita nesta edição, já que foi acrescentado um prefácio de Nuno Markl.

Apresentadas as duas capas, peço a vossa opinião: qual preferem? Deixem a vossa opinião nos comentários.

OPINIÃO A ESTE LIVRO AQUI.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Opinião: Jardins da Lua (Saga do Império Malazano #1)

Título original: Gardens of the Moon (1999)
Autor: Steven Erikson
Tradução: Carol Chiovatto
Adaptação: Susana Clara
ISBN: 9789896651756
Editora: Saída de Emergência (2016)

Sinopse:

O primeiro volume de uma obra-prima que revolucionou a fantasia Épica.
 Quebrado pela guerra, o vasto império Malazano ferve de descontentamento. Os Queimadores de Pontes do Sargento Whiskeyjack e Tattersail, a feiticeira sobrevivente, nada mais desejam do que chorar os mortos do cerco de Pale. Mas Darujhistan, a última das Cidades Livres, ainda resiste perante a ambição sem limites da Imperatriz Laseen. Todavia, parece que o Império não está sozinho neste grande jogo. Sinistras forças das trevas estão a ser reunidas à medida que os próprios deuses se preparam para entrar na contenda… Concebido e escrito a uma escala panorâmica, Jardins da Lua é uma fantasia épica da mais elevada qualidade, uma aventura cativante da autoria de uma excecional nova voz.

Opinião:

Já há muito que ouvia falar bem desta série e foi com entusiasmo que recebi a notícia de que a Saída de Emergência se preparava para publicar o primeiro volume. Assim que tive oportunidade, comecei a leitura de Jardins da Lua, um livro que, à primeira vista, impressionada pelo tamanho, sendo que depois causa admiração pela complexidade.

Assim que comecei a ler percebi que este não é um livro igual aos outros. Se já estava à espera de ler uma aventura dentro do género de fantasia épica e, portanto, preparada para conhecer um novo mundo, foi, ainda assim, com alguma dificuldade que consegui sentir-se familiarizada com estas personagens, esta história, estes locais e esta intriga. E esta sensação esteve sempre presente, pois quando sentia que já conseguia distinguir tudo, havia uma reviravolta que exigia uma grande concentração.

Existem imensas personagens e elas surgem na trama como se já tivessem sido apresentadas, o que faz com que seja necessário ter atenção aos pequenos detalhes de cada uma para, assim, conseguirmos distingui-las e perceber o papel de cada uma na trama. Felizmente a editora apresenta uma lista destas figuras através de uma representação gráfica, o que faz com que, se houver vontade para isso, consigamos ligar uma ideia a uma imagem e, assim, conseguir diferenciar melhor cada figura. Tattersail, Ganoes Paran e Crokus foram as personagens que mais me chamaram a atenção.

Estas muitas personagens dividem-se entre vários planos e encontram-se em momentos diferentes da narrativa. Como tal, a história tem diversos pontos de vista e está dividida em muitos momentos distintos que acabam por se unir, ainda que, numa primeira fase, pareça que esta ligação é demasiado ténue. No final tudo caminho para o mesmo sentido. O facto de existirem muitas histórias paralelas faz com que umas cativem mais do que as outras, mas a verdade é que, no geral, a maior parte acaba por ser um pouco difusa.

A magia praticada nesta obra é interessante e está muito bem pensada. Infelizmente, também este ponto surge como se o leitor já o conhecesse e dominasse, o que faz com que, ao início, não seja imediatamente compreendido e se torne até algo confuso. Felizmente, na revista Bang! N.º21, que foi para as lojas Fnac em Novembro, existe um guia que dá diversas explicações, inclusive o que são estes labirintos e de que forma funcionam.

Steven Erikson sabe construir uma intriga e consegue surpreender. Gostaria que tivesse perdido mais tempo explicar o que está a acontecer na trama, de modo a fazer a leitura fluir com maior facilidade. O tom é de mistério constante, afinal existem muitas conspirações. Fica a ideia de que, num conflito, é sempre necessário existirem sacrifícios e que mesmo os inocentes e ingénuos podem ter um papel importante a desempenhar.

Jardins da Lua, de Steven Erikson, é um livro que exige tempo e maior concentração do que é normal. Gostei de muitos momentos e apreciei a conclusão, mas não fiquei rendida à forma como o autor escolheu apresentar a sua história. A trama é demasiado densa e carece de informação introdutória aos mais diferentes níveis. Se gostam do género, acho que devem apostar nesta obra, mas tenham em atenção que vão precisar de tempo (e talvez um bloco de notas) para conseguirem apreciar em pleno a narrativa. Mas vale a pena.